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09/03/2018
AD Diper investe na mulher pernambucana


Projeto voltado para o interior visa capacitação e inserção no mercado de trabalho

Visando o crescimento da mulher pernambucana e suas conquistas no mercado de trabalho, contrariando as estatísticas de desemprego nacional, a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), no mês de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, investirá na formação de 230 mulheres dos municípios de Itambé, Vicência, Paudalho e Lagoa do Carro, na região da Zona da Mata Norte, em corte e costura. O curso é uma parceria com a Associação Mário Lemos Falcão de Apoio à Cultura e à Educação (AMFACE) e autônomos das regiões, além do convênio com as prefeituras de Vicência e Lagoa do Carro.
O projeto, que já acontece desde 2012, já capacitou mais de 5 mil mulheres em outras regiões. Os municípios de Cupira e Altinho, que receberam o curso em 2012 e 2014, fornecem hoje para grandes lojas, a exemplo da Renner e Riachuelo. Em outros municípios, a formação teve continuidade com o objetivo da criação de cooperativas, e algumas delas construíram seu próprio negócio rentável e vem se fortalecendo no mercado de confecção têxtil.
O curso, que tem uma duração de dois meses, conta com o apoio financeiro da AD Diper também para o auxílio na compra de equipamentos e, em alguns casos, na formação de cooperativas. O diretor de Suporte Estratégico da AD Diper, André Freitas, cita a importância do projeto “O impacto social e econômico é um fator importante, pois representa uma nova perspectiva às mulheres desempregadas, onde a taxa de desemprego é um problema crucial não só em Pernambuco como em todo o Brasil. Em grande parte dos municípios do estado caberia um projeto do tipo. São necessários fardamentos escolares, de projetos de grupos de igrejas, de times de futebol de várzea e fardamentos de trabalho. Sem contar com outros pedidos e demandas”, explica.
Além desse impacto, o investimento no curso também é uma forma de regularizar esse mercado, que geralmente sofre com problemas de mão de obra. Após a capacitação, está previsto que algumas das associações recebam o selo ABVtex, que representa um trabalho feito dentro de uma série de normas, sem a aceitação de trabalho escravo, exploração de menores ou exaustivas horas de trabalho, além de outras normas de segurança e bem-estar. Com o selo, cooperativas ficam mais próximas de vender seus produtos a grandes redes varejistas.
Com um investimento total de R$ 300 mil, a AD Diper tem uma expectativa, após os cursos, de inserir a mulher pernambucana no mercado de confecção têxtil e, com isso, apreciar a diminuição dos números de desemprego dentro do estado. “É um trabalho em conjunto de empoderamento da mulher pernambucana em conquistar ainda mais seu espaço dentro do estado”, justifica o presidente da AD Diper, Leonardo Cerquinho.

 



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