Addiper
GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

Infra-estrutura e logística

Comunicações

Mais de 980 mil de terminais fixos instalados permitem que todos os municípios de Pernambuco e a Ilha de Fernando de Noronha possam utilizar serviços de telefonia fixa, serviços de Discagem Direta à Distância (DDD) e Discagem Direta Internacional (DDI). Várias cidades também contam com a telefonia celular, operada por três empresas. O Estado recebe o sinal de transmissão de oito emissoras de televisão e tem ainda cerca de 80 rádios AM/FM, além de três jornais de grande circulação.

Fornecimento de água

A Companhia Pernambucana de Saneamento S/A (Compesa) é órgão estadual responsável pelo fornecimento de água. O sistema de abastecimento é formado por 195 barragens, 18 captações diretas, 250 poços profundos, 500 estações elevatórias, 185 estações de tratamento, 2 mil km de adutoras e 10,7 mil km de redes distribuidoras. Toda essa estrutura é voltada ao atendimento de 171 municípios, além de 97 distritos ou povoados, totalizando 1,4 milhão de clientes nas categorias residencial, comercial, industrial e público. A capacidade mensal é de 40 milhões de metros cúbicos.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, prevê um volume recorde de investimento no setor para Pernambuco: R$ 1,3 bilhão para a revitalização da bacia hidrográfica do Rio São Francisco (obras de saneamento básico e ambiental), R$ 6,5 bilhões para a integração do Rio São Francisco com bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional (incluindo as adutoras do Oeste e do Agreste), R$ 157 milhões para o Sistema de Abastecimento d’Água da RMR (Adutora Pirapama), entre outros. Os quase R$ 290 milhões restantes para Pirapama são do Governo do Estado. Trata-se da maior obra hídrica em andamento no Nordeste e que vai beneficiar 3,5 milhões de pernambucanos.

Fornecimento de energia

A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) possui um dos maiores sistemas de transmissão de energia em alta tensão do Brasil e é ela a responsável pela geração da energia elétrica que chega a Pernambuco. São 18 mil quilômetros de linhas de 500, 230, 138 e 69 kV aliados a uma capacidade de transformação de quase 30 mil MVA em suas 93 subestações.

O fornecimento da energia elétrica é feito pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), pertencente à holding Neoenergia. A distribuidora é capaz de gerar 3 MVA próprios. Suas potências instaladas em subestações e em distribuição são de, respectivamente, 2.451 MVA e 2.122 MVA. Possui mais de 3,8 mil quilômetros de linhas de transmissão, 120 subestações, 106 mil km de linhas de distribuição, etc.

A geração térmica fica por conta da Termopernambuco, também vinculada à Neoenergia. A usina, localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, está conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de uma linha de transmissão própria com 27 km de extensão. Tem capacidade para gerar até 532 MW médios.

Fornecimento de gás natural

A Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) odoriza, canaliza e distribui o gás natural em Pernambuco desde 1994. Assim, atende aos mercados industrial, automotivo, residencial, comercial, termoelétrico e cogeração, comercializando mais de um milhão de metros cúbicos/dia do combustível.  A Copergás é uma empresa de economia mista, que tem como sócios o Governo de Pernambuco, a Petrobras Gás S.A. Gaspetro e a Mitsui.

Pernambuco possui cerca de 300 km de gasodutos, atualmente. Está nos planos da empresa ampliar a cobertura, da capital ao Sertão pernambucano, levando o combustível a cidades importantes, como Caruaru, Moreno, Pombos, Vitória de Santo Antão, Saíré, Chã-Grande, Gravatá, Bezerros, Pesqueira, Toritama, Araripina, São Caetano, Garanhuns, Salgueiro e Petrolinal.

Transporte aéreo

Pernambuco é munido de dois dos principais aeroportos do Nordeste: o Internacional do Recife/Guararapes-Gilberto Freyre, na capital, e o Senador Nilo Coelho, em Petrolina (Sertão).

Dos 40 aeroportos registrados, dois estão sob a administração da Infraero (Petrolina e Internacional do Recife), sete sob o comando de prefeituras municipais; dois são particulares e 29 geridos pelo Estado. De acordo com a função que desempenham no sistema e com o porte das aeronaves que estão previstas para operar, temos:

O aeroporto da capital detém a maior pista de pouso e decolagem da Região (3.303 m) e tem área total de 52 mil m². Graças a essa extensão, é possível a operação de grandes aviões, como o Boeing 747-400, que comporta cerca de 290 passageiros e 62 toneladas de carga, com autonomia de vôo bastante abrangente (toda a América do Sul, Central, África, além de partes da Europa, Estados Unidos e Canadá).

É capaz de atender cinco milhões de passageiros por ano. Conta com 64 balcões de check in, Aeroshopping (com vaga para 164 lojas), edifício-garagem (três pavimentos com capacidade para 2.080 veículos). A tonelagem de carga operada em 2006 foi de: 1.630 toneladas em mercadorias vindas de fora; 5.355 toneladas exportadas; 5.958 toneladas nacionais e 11.805 toneladas postais. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, prevê a construção de quatro novas pontes de embarque para o aeroporto da capital.

Já o Aeroporto Senador Nilo Coelho, com a segunda maior pista de pouso e decolagem do Nordeste (3.250 m), é propício para escoar a produção agrícola do Vale do São Francisco. Investimentos feitos em 2004 pelo Governo Federal aumentaram a pista em 250 metros, o que permite a plena operação de aviões de grande porte, como o Boeing 747-400, projetado para transportar até 110 toneladas de produtos em sua versão cargueira. Desse modo, tem-se uma maior autonomia de vôo e viagens sem escalas para Miami, Nova York, Paris e Londres. Essas vantagens barateiam o custo do transporte de mercadorias, estimulando a exportação de frutas como manga e uva.

O terminal de passageiros do Aeroporto de Petrolina tem capacidade para atender até 150 mil passageiros por ano. De acordo com a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), o Aeroporto de Petrolina está entre os quatro do País que, por legislação, podem se tornar aeroportos industriais. O projeto em análise consiste em estimular, através de incentivos fiscais e de logística, a instalação de indústrias voltadas para a exportação dentro do aeroporto, que importariam insumos e exportariam seus produtos finalizados.

Transporte ferroviário

Pernambuco foi o primeiro Estado do Nordeste e o segundo do Brasil a ter uma estrada de ferro, no século XIX (Ferrovia Recife-Cabo, com 31,5 km). Hoje, o Estado conta com 900 km de ferrovias interligadas a portos e outras ferrovias. Concorrem para Recife, três linhas-tronco, ligando os portos às capitais dos estados situados ao Norte de Pernambuco (tronco Norte); às cidades do Interior (tronco Oeste); e às cidades de Maceió (AL) e Aracaju (SE) (tronco Sul).

A abertura de novas fronteiras agrícolas promete ampliar a rede. O grande projeto ferroviário em questão é a Nova Transnordestina (NTN), que terá 1860 km de extensão, sendo 905 km de novas linhas em Pernambuco, Ceará e Piauí. Os outros 955 km já pertencem à Companhia Ferroviária do Nordeste, empresa que tem a concessão da malha ferroviária Nordeste.

A NTN será uma ferrovia de classe mundial que ligará os portos de Pecém (CE) e Suape (PE) ao cerrado do Piauí, no município de Eliseu Martins. Com ela, será possível elevar a competitividade da produção agrícola e mineral da região com uma moderna logística que une uma ferrovia de alto desempenho e portos de calado profundo que podem receber navios de grande porte, a exemplo do Complexo Industrial Portuário de Suape.

Para Pernambuco, ela é estratégica pois contribuirá para o lançamento do Ramal do Gesso. Para o ano de 2011, prevê-se a captação e movimentação, pela Ferrovia Transnordestina, de 3 milhões de toneladas. Caso se viabilize a Hidrovia do São Francisco e o Ramal Petrolina-Parnamirim, a movimentação poderá alcançar, no mesmo período, cerca de 5,5 milhões de toneladas.

O investimento total da NTN é de R$ 4,5 bilhões. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, prevê a integração da ferrovia com os portos de Suape (PE) e Pecém (CE) e com a BR-101.

Transporte aquaviário

Pernambuco possui o melhor porto público do Brasil, o Complexo Industrial Portuário de Suape, segundo o Diagnóstico dos Portos Brasileiros elaborado pelo Centro de Estudos em Logística da Coppead, órgão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Suape beneficia-se pela localização estratégica em relação às principais rotas marítimas de navegação, conectando-se com mais de 160 portos em todos os continentes, colocando-o em condições de ser o principal porto concentrador do Atlântico Sul. Está localizado no Litoral Sul, próximo à foz dos rios Tatuoca e Masangana, entre o Cabo de Santo Agostinho e o Pontal do Cupe, distando 40 km ao Sul da capital.

O acesso ao complexo pode se dar pela rodovia estadual PE-060, que encontra a federal BR-101 no município do Cabo de Santo Agostinho, e da AL-101, na divisa de Pernambuco e Alagoas, ou por um ramal ferroviário de 23 km da Companhia Ferroviária do Nordeste.

Pode atender a navios de até 170.000 tpb e calado operacional de 14,50 m. Com 27 km² de retroporto, seus portos externo e interno oferecem as condições necessárias para atendimento de navios de grande porte. O canal de acesso tem 5 mil metros de extensão, 300 m de largura e 16,5 m de profundidade. Suape é munido de Porto Externo, Porto Interno, Terminais de Granéis Líquidos, Cais de Múltiplos Usos, além de um Terminal de Contêineres.

Suape opera navios nos 365 dias do ano, sem restrições de horário de marés. Para auxiliar as operações de acostagem dos navios, o Porto dispõe de um sistema de monitoração de atracação de navios a laser.

O Porto já movimenta mais de 5 milhões de toneladas de carga por ano, destacando-se os granéis líquidos (derivados de petróleo, produtos químicos, álcoois, óleos vegetais, etc). O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, prevê a construção do novo acesso rodoferroviário ao Porto de Suape.

O Porto do Recife, por sua vez, localiza-se na parte Centro-Leste da capital, na confluência e às margens dos rios Capibaribe, ao Sul, e Beberibe, no local onde deságuam no Oceano Atlântico. Sua área de influência abrange os Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, parte de Alagoas, a faixa litorânea de Sergipe, o Sudeste do Piauí, o Sul do Ceará e o Noroeste da Bahia.

O acesso ao porto pode se dar pelas rodovias federais BR-101, BR-232 e BR-408. Caso a opção seja o modal ferroviário isso será viabilizado por meio da Companhia Ferroviária do Nordeste – CFN, malha Nordeste. Existem dois canais marítimos de acesso ao porto, ambos com características naturais.

Há ainda o Porto Fluvial de Petrolina, situado estrategicamente na extremidade dos 1,3 mil km da Hidrovia do Rio São Francisco, principal acesso fluvial da região. Sua área de influência atinge não só os municípios de Petrolina e Juazeiro, como também, os municípios ribeirinhos do médio São Francisco.

Está apto a receber navios ou embarcações com dois metros de calado. Possui um armazém com área de 2 mil metros quadrados, além de pátio para estocagem de minerais de 12 hectares. Várias são as mercadorias que podem ser transportadas pelo rio, destacando-se a gipsita in natura, a soja e o farelo de soja a granel, o cimento e o milho, entre outros.

Transporte rodoviário

Pernambuco está entre os oito estados brasileiros com a melhor infra-estrutura de transportes da região com uma das melhores malhas rodoviárias do País. Sua malha possui cerca de 42 mil km de extensão. Além disso, conta, também, com a segunda maior frota do Nordeste, com mais de 785 mil veículos.

Segundo a Pesquisa Rodoviária 2007, editada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o estado geral das rodovias federais pernambucanas é considerado bom em 14,7% dos trechos avaliados. O mesmo critério foi atribuído nos quesitos pavimentação (13,7%) e geometria da via (23,4%). A sinalização foi considerada ótima em 18% da quilometragem avaliada.

A superfície do Estado é cortada, no sentido Nordeste-Sul, pelas principais rodovias do sistema federal - BRs 101, 104, 110, 116, 122, 232, 235, 316, 363, 407, 408, 423, 424 e 428 - o que lhe confere uma excelente articulação com os demais estados do Nordeste. Na direção leste-oeste, destaca-se a BR-232, com um total de 553 km de extensão, início no Recife e fim no entroncamento com a BR-316, próximo ao acesso da cidade de Parnamirim, no Sertão pernambucano. A BR-232 funciona como a principal coletora de toda a malha rodoviária estadual.

As BR's 101, 104, 116 e 122 cortam o Estado de Norte a Sul, desde a divisa com a Paraíba até a divisa com Alagoas. A BR-101 (com 213 km) passa por Goiana, Recife, Cabo, Escada e Palmares. Ao longo dos seus 149 km de extensão, a BR-104 dá acesso a Caruaru. A BR-116 (com 95 km) leva até Salgueiro e a BR-122 (com 306 km) corta Ouricuri e Petrolina.

Atualmente, a BR-101 está em fase de duplicação e adequação da sua capacidade. Trata-se da principal ligação rodoviária de Pernambuco com o Sudeste, Sul e Nordeste do País. O projeto de duplicação, no Nordeste, abrange um trecho de 417 km que vai de Natal, no Rio Grande do Norte, até Palmares, em Pernambuco. O trecho pernambucano englobado no projeto de duplicação vai da divisa da Paraíba, inicio da Zona da Mata Norte de Pernambuco, até a cidade de Palmares, na Zona da Mata Sul.

Como benefícios econômicos imediatos são esperadas condições mais adequadas para o escoamento da produção de açúcar, melhoria do tráfego nas áreas metropolitanas, onde habitam cerca de 5 milhões de pessoas, aumento da qualidade e da segurança do transporte de passageiros no corredor turístico do Nordeste, além da melhoria do acesso a alguns dos principais portos da região. Já a BR-407 (com 103 km) passa pela região de Petrolina, integrando Pernambuco ao Piauí e a Bahia (na ponte Rio São Francisco).

Transporte de passageiros

O Terminal Integrado de Passageiros Antonio Farias (TIP) é um dos principais portões de entrada do Recife, com uma movimentação média diária de 10 mil usuários. Sua área de 446 mil metros quadrados lhe classifica como um dos grandes terminais de passageiros rodoviários do País. O TIP conta com 68 plataformas de embarque.

O deslocamento dos passageiros que chegam à cidade pode ser feito através de uma linha de metrô interligada ao centro do Recife, linha de ônibus urbano com mais de 30 horários diários e serviço especial de táxi. O terminal oferece setores de recepção e informação, caixas eletrônicos, lanchonetes, agência dos Correios, farmácia e lojas de artigos para presentes.

O transporte metroviário se dá através do Sistema de Trens Urbanos em Recife que atua diretamente nos municípios do Recife, Cabo, Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe e indiretamente, através de sistema integrado ao transporte sobre pneus, aos demais municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR).

Com 20 estações e 29,3 km de extensão, o metrô do Recife transporta atualmente cerca de 190 mil usuários/dia. São 45 linhas de ônibus interligadas através de seis terminais fechados do Sistema Estrutural Integrado (SEI), que realizam integração física e tarifária (pagando uma única passagem o usuário percorre toda a RMR). O material rodante é composto por 25 trens-unidade elétricos com quatro carros cada equipados com ar-condicionado.

AD Diper - Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco
Desenvolvido por W2U - Web e Tecnologia