O Governo Federal escolheu Pernambuco para sediar o arranjo tecnológico e produtivo capaz de contribuir com a produção nacional de fármacos e biotecnologia. A partir dessa decisão, o Governo Estadual elegeu o município de Goiana, localizado a 60 km da capital Recife, como o local de fundação do Pólo Farmacoquímico, um conglomerado de empresas voltadas para a produção de medicamentos, pautado na inovação tecnológica, numa aliança estratégica entre a pesquisa acadêmica e a indústria.
O pólo, cuja administração foi delegada à AD Diper, irá ocupar uma área de 345,370 hectares, localizada a aproximadamente 4 km do centro urbano de Goiana, às margens da BR-101. O município de Goiana polariza um centro econômico-social com 6,5 milhões de pessoas, distribuídas entre Recife (PE) e João Pessoa (PB).
A escolha do ponto levou em consideração itens como a localização (existência da BR-101 como um facilitador para o escoamento da produção através do Complexo Industrial Portuário de Suape ou pelo Aeroporto Internacional Recife/Guararapes-Gilberto Freyre) e a proximidade em relação a duas capitais nordestinas: Recife, a 64 km, e João Pessoa (Paraíba), a 43 km. Também contou pontos a favor a conjuntura harmônica dos meios físicos e bióticos, como presença de massa vegetal nativa; relevo pouco acidentado e condições climáticas favoráveis (baixa variação de temperatura) para esse tipo de indústria.
O Pólo Farmacoquímico terá como âncoras do setor público a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), ligada ao Ministério da Saúde - em sociedade com o próprio Governo de Pernambuco - e a Lafepe Química, vinculada à Secretaria de Saúde Estadual, e do privado, a gigante Novartis. Juntos, esses investimentos significam o aporte de quase US$ 600 milhões na região e geração de 920 empregos diretos.