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20/12/2019
Governo de PE e Masterboi selam protocolo de intenções para investimento que vai gerar 770 empregos no Agreste


master

Empresa vai instalar frigorífico industrial e abatedouro no município de Canhotinho, a 207 km do Recife. Serão R$ 112 milhões aportados no empreendimento, cujas obras começam em 2020

 

Recife, 20/12/2019 – Empresa genuinamente pernambucana, a Masterboi encerra o ano com meta de expandir suas operações no Estado. A companhia anunciou, nesta sexta-feira (20), que investirá R$ 112 milhões na implantação de um frigorífico industrial e um abatedouro no município de Canhotinho, Agreste Meridional. Apesar de tecnológica, a planta exigirá mão de obra intensiva: serão gerados 770 postos de trabalho diretos, número que representa mais da metade da população ocupada do município, segundo levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC).

O protocolo de intenções formalizando o aporte foi assinado pelo governador Paulo Câmara, o diretor administrativo da Masterboi, Miguel Zaidan, e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach. As obras começarão no primeiro semestre de 2020, com as operações sendo iniciadas em meados de 2022. Em atividade plena, a nova unidade, que ficará numa área de 110 hectares, terá capacidade de abater 500 bois e processar 250 toneladas de carne por dia, de bois, búfalos, suínos, caprinos e ovinos.

boi

O secretário Bruno Schwambach destaca a importância do papel de uma empresa como a Masterboi para o adensamento de cadeias produtivas no Agreste Meridional – neste caso, o da pecuária de corte, que ganha destaque juntamente à tradição da bacia leiteira na região. “Além de incentivar a criação de gado, a chegada de um empreendimento como esse vai movimentar outros segmentos, como o fornecimento de ração para os animais”, comenta. Em complemento, o diretor presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Roberto Abreu e Lima, explica que deverão ser firmadas parcerias com outros órgãos do Governo e a própria Masterboi para estimular a pecuária de corte no Estado.

A Masterboi atua há 19 anos no mercado, por meio do varejo, atacado e indústria, e emprega 2,7 mil funcionários. A empresa conta com um centro de distribuição na Paraíba e mais duas plantas frigoríficas industriais nos estados do Tocantins e do Pará, com capacidades de abate total de 1,7 mil bois/dia, produzindo aproximadamente 520 toneladas diárias de cortes bovinos e derivados, para abastecimento do mercado nacional e internacional de carnes.

No exterior, é habilitada para venda em mais de 45 países. Recentemente, a unidade do Pará foi autorizada para exportar para a China, uma grande oportunidade para crescimento orgânico do empreendimento.

LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA – A escolha de Canhotinho para sediar o novo empreendimento deve-se à localização estratégica da cidade para a pecuária de corte. Além de ser próxima do estado de Alagoas, grande fornecedor da matéria-prima, fica no Agreste, região que tem tradição na atividade econômica, e tem potencial para atuar como porta de entrada para o mercado do Sertão, assim como rota de escoamento da produção.

Aliado a isso, o secretário Bruno Schwambach ressalta que a escolha está alinhada à política de desenvolvimento econômico e pulverização de novos investimentos privados, defendida pelo Governo do Estado para geração de emprego e renda em todo o território pernambucano. “Considerando que nossa mão de obra vai ser intensiva, nosso estudo econômico prevê a injeção direta de R$ 1,2 milhão na economia, com o pagamento de salários”, reforça Miguel Zaidan.

O impacto, de fato, será relevante: a população de Canhotinho é de 24,8 mil habitantes e o PIB municipal gira em torno de R$ 200 milhões/ano. Em 2016, 46,6% do Valor Adicionado Bruto (VAB) da cidade – que é o PIB sem impostos – vinha da Administração Pública. A agropecuária aparece em seguida, com 21,3%, segundo pesquisa da SDEC.

ATUAÇÃO COMPLEMENTAR – O Governo do Estado, através do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic), avaliará no primeiro trimestre do ano que vem uma nova leva de incentivos fiscais para a empresa, via Prodepe (Programa de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco). A análise do novo projeto está prevista para a primeira reunião do Conselho, em 2020.

Em paralelo à questão dos incentivos fiscais, a AD Diper bancará a construção de um acesso viário e de uma via de aceleração nas imediações da fábrica, como contrapartida estadual ao investimento privado.



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